in

A inadimplência pode dificultar os empréstimos mais baratos!

PUBLICIDADES

A queda da taxa básica de juros a 3% (mínima histórica) poderia, em condições normais de mercado, baratear o custo de captação de empréstimos. Ela facilitaria, assim, a vida de quem sonha em adquirir a casa própria ou comprar um carro zero, por exemplo. No entanto, a pandemia do novo coronavírus subverteu essa lógica. Isso porque a inadimplência cresceu nesse período.

A Covid-19 tem ameaçado a estabilidade financeira de milhões de brasileiros, que não estão conseguindo pagar as suas contas. Por essa razão, para se blindarem do risco de não serem pagos, os bancos e instituições de crédito endureceram os seus critérios para concessão de dinheiro. Dessa forma, elas neutralizaram o alívio potencial de uma menor taxa básica de juros. 

Segundo a companhia Serasa Experian, o número de consumidores inadimplentes no Brasil chegou a 63,7 milhões em janeiro de 2020. Isso significa que mais de 40% da população adulta do país está com dívidas atrasadas. Vale dizer que a inadimplência sempre foi a principal variável da oferta de crédito. Dessa forma, ela acaba determinando os juros dos empréstimos.

inadimplência
Saiba porque a inadimplência terá impacto na oferta de empréstimos! (Foto: Freepik/ katemangostar)

Entenda melhor os efeitos da inadimplência na oferta de crédito

PUBLICIDADES

De acordo com economistas, uma queda na Selic costuma demorar até seis meses para se refletir no bolso do consumidor. No entanto, a inadimplência se tornou mais um fator que irá dificultar a vida dos brasileiros.

Afinal de contas, a crise atual fez com que a demanda por crédito aumentasse. Além disso, a solução ficou concentrada em cinco grandes bancos. Dessa forma, algum alívio só deve se materializar, no melhor cenário, quando as incertezas diminuírem. 

A principal variável na hora de contrair empréstimo continua sendo o tamanho dos juros. Nos últimos dois anos, a Selic caiu 3,75 pontos percentuais e agora está em 3%. Nesse mesmo período, os juros anuais do cartão de crédito rotativo subiram de 206% para atuais 289%.

No geral, os economistas recomendam cautela redobrada na hora de contrair empréstimos como o cartão de crédito e cheque especial. 

Se não houver jeito de não contratar crédito, sugerimos que você procure outras opções mais baratas. O empréstimo consignado (voltado a aposentados e trabalhadores CLT) e o crédito com garantias (como um automóvel ou imóvel) são as alternativas mais recomendadas visto que eles diminuem o risco de inadimplência.

Considerações finais

Por fim, nós recomendamos que você tome o cuidado de comparar as condições oferecidas por várias instituições brasileiras. Assim, você conseguirá achar a melhor opção para o seu bolso (principalmente se você tiver problemas com a inadimplência). Além disso, não deixe de ficar atento a golpes online, que são comuns em períodos de fragilidade financeira. 

PUBLICIDADES
PUBLICIDADES